Competências para Ensinar com Novas Tecnologias
Paulo Gileno
Cysneiros
(com adaptações)
Aceitando-se
o pressuposto de que uma concepção de Educação, particularmente um modelo de
ensino, é importante para se pensar a assimilação de novas tecnologias pelo
professor e pela escola, o problema seguinte é a escolha de um modelo adequado.
Quando
conversamos com professores, um comentário comum é que existem muitas teorias
sobre a atividade de ensinar e aprender, sendo difícil fazer escolhas. É comum,
nos cursos de formação e nos livros introdutórios, apresentando-se, de modo
superficial e desconexo, uma série de conceitos como sendo complementares. No
entanto, é sabido que um enfoque eclético – onde se misturam conceitos de
contextos diferentes ou mesmo epistemologicamente conflitantes – não é a melhor
solução.
No
tocante às novas tecnologias, a dificuldade de escolha multiplica-se pelo fato
de trabalharmos numa fronteira entre (pelo menos) dois campos muito distintos –
Educação e Informática.
Um modelo de ensino deve:
Um modelo de ensino deve:
· - Representar de modo coerente o complexo
ofício do professor, servindo de guia na formação didática inicial e continuada
de professores.
- Incorporar a pesquisa contemporânea
sobre a atividade de ensinar e aprender.
· - Ser razoavelmente difundido entre
profissionais da Educação.
· - Ser suficientemente detalhado para
servir como ferramenta conceitual no trabalho com especialistas em informática
e áreas afins, especialmente na construção de software educativo.
Philippe Perrenoud apresenta um referencial de competências que preenche os critérios acima e
reconhece que o uso de novas tecnologias é (ou deve ser) um dos domínios de
competências do professor contemporâneo.

