Novas
Formas de Aprender: comunidades de aprendizagem
Beatriz
Corso Magdalena
Iris
Elizabeth Tempel Costa
(com adaptações)
O mundo se acha interligado por uma tessitura de
redes que cresce vertiginosamente (ciberespaço), potencializada por ferramentas
de comunicação e informação que cada vez mais vão sendo criadas e
disponibilizadas na Internet.
Nunca houve tanta comunicação escrita e oral entre as
pessoas que habitam espaços distantes e diferenciados e que jamais tiveram
contato presencial.
Estas novas ferramentas, integradas nas tecnologias
de comunicação já existentes, abriram inúmeras oportunidades de fazermos parte
de grupos virtuais.
Esses grupos formam verdadeiras comunidades e são
constituídas em função de interações sociais, que se realizam em torno dos interesses
comuns de seus membros. Sua estrutura organizacional identifica-se com a
estrutura de grupos ou associações da “vida presencial” e a adesão a eles
também depende da identificação que o indivíduo tem com o grupo escolhido.
Dentre as inúmeras comunidades virtuais existentes
há aquelas constituídas com a finalidade de compreender as potencialidades da
rede nos processos de aprendizagem de alunos e na formação continuada de
professores.
Neste aspecto, as tecnologias digitais têm um duplo
papel: propiciam trocas em múltiplas direções e, ao mesmo tempo, lançam
novidades que desafiam os grupos a analisar e explorar as possibilidades
abertas por elas, auxiliando na tomada de consciência de que se está em um
processo de aprendizagem constante e sempre inacabado.
Esta diversidade de ferramentas e o modo como é
distribuída a informação possibilitam que a aprendizagem se faça por caminhos
nunca antes percorridos, para acompanhar e fazer parte deste processo é
necessário desenvolver novas estratégias e novas competências.
As Comunidades Virtuais de Aprendizagem promovem um
novo modo do ser, de saber e de apreender. É interessante ressaltar que essas
novas formas de aprender, que estão surgindo, aproximam-se, cada vez mais, da
maneira com que os seres humanos constroem naturalmente a sua inteligência.
Se aliarmos a isso a velocidade com que o
ciberespaço cresce em número e tipos de documentos e interações, poderíamos
afirmar que uma das competências mais importante seria a de gestor do
conhecimento. Como aprender a receber, selecionar, organizar, trabalhar
analiticamente as informações para compreender o problema em estudo? E como
apresentar o novo conhecimento para que se transforme em valiosa informação a
ser utilizada pelos outros?
São inúmeras as possibilidades que as comunidades
virtuais de aprendizagem e as ferramentas da Internet oferecem para o apoio
efetivo e em serviço aos professores.

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