sábado, 17 de novembro de 2012




Novas Formas de Aprender: comunidades de aprendizagem

Beatriz Corso Magdalena
Iris Elizabeth Tempel Costa
(com adaptações)
O mundo se acha interligado por uma tessitura de redes que cresce vertiginosamente (ciberespaço), potencializada por ferramentas de comunicação e informação que cada vez mais vão sendo criadas e disponibilizadas na Internet.
Nunca houve tanta comunicação escrita e oral entre as pessoas que habitam espaços distantes e diferenciados e que jamais tiveram contato presencial.
Estas novas ferramentas, integradas nas tecnologias de comunicação já existentes, abriram inúmeras oportunidades de fazermos parte de grupos virtuais.
Esses grupos formam verdadeiras comunidades e são constituídas em função de interações sociais, que se realizam em torno dos interesses comuns de seus membros. Sua estrutura organizacional identifica-se com a estrutura de grupos ou associações da “vida presencial” e a adesão a eles também depende da identificação que o indivíduo tem com o grupo escolhido.
Dentre as inúmeras comunidades virtuais existentes há aquelas constituídas com a finalidade de compreender as potencialidades da rede nos processos de aprendizagem de alunos e na formação continuada de professores.
Neste aspecto, as tecnologias digitais têm um duplo papel: propiciam trocas em múltiplas direções e, ao mesmo tempo, lançam novidades que desafiam os grupos a analisar e explorar as possibilidades abertas por elas, auxiliando na tomada de consciência de que se está em um processo de aprendizagem constante e sempre inacabado.
Esta diversidade de ferramentas e o modo como é distribuída a informação possibilitam que a aprendizagem se faça por caminhos nunca antes percorridos, para acompanhar e fazer parte deste processo é necessário desenvolver novas estratégias e novas competências.
As Comunidades Virtuais de Aprendizagem promovem um novo modo do ser, de saber e de apreender. É interessante ressaltar que essas novas formas de aprender, que estão surgindo, aproximam-se, cada vez mais, da maneira com que os seres humanos constroem naturalmente a sua inteligência.
Se aliarmos a isso a velocidade com que o ciberespaço cresce em número e tipos de documentos e interações, poderíamos afirmar que uma das competências mais importante seria a de gestor do conhecimento. Como aprender a receber, selecionar, organizar, trabalhar analiticamente as informações para compreender o problema em estudo? E como apresentar o novo conhecimento para que se transforme em valiosa informação a ser utilizada pelos outros?
São inúmeras as possibilidades que as comunidades virtuais de aprendizagem e as ferramentas da Internet oferecem para o apoio efetivo e em serviço aos professores.

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