sábado, 17 de novembro de 2012




Competências para Ensinar com Novas Tecnologias

Paulo Gileno Cysneiros
(com adaptações)

Aceitando-se o pressuposto de que uma concepção de Educação, particularmente um modelo de ensino, é importante para se pensar a assimilação de novas tecnologias pelo professor e pela escola, o problema seguinte é a escolha de um modelo adequado.
Quando conversamos com professores, um comentário comum é que existem muitas teorias sobre a atividade de ensinar e aprender, sendo difícil fazer escolhas. É comum, nos cursos de formação e nos livros introdutórios, apresentando-se, de modo superficial e desconexo, uma série de conceitos como sendo complementares. No entanto, é sabido que um enfoque eclético – onde se misturam conceitos de contextos diferentes ou mesmo epistemologicamente conflitantes – não é a melhor solução.
No tocante às novas tecnologias, a dificuldade de escolha multiplica-se pelo fato de trabalharmos numa fronteira entre (pelo menos) dois campos muito distintos – Educação e Informática.
Um modelo de ensino deve:
·      - Representar de modo coerente o complexo ofício do professor, servindo de guia na formação didática inicial e continuada de professores.

       Incorporar a pesquisa contemporânea sobre a atividade de ensinar e aprender.

·         - Ser razoavelmente difundido entre profissionais da Educação.

·    - Ser suficientemente detalhado para servir como ferramenta conceitual no trabalho com especialistas em informática e áreas afins, especialmente na construção de software educativo.

Philippe Perrenoud apresenta um referencial de competências que preenche os critérios acima e reconhece que o uso de novas tecnologias é (ou deve ser) um dos domínios de competências do professor contemporâneo.

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